A une passante

La rue assourdissante autour de moi hurlait.
Longue, mince, en grand deuil, douleur [majestueuse,
Une femme passa, d’une main fastueuse
Soulevant, balançant le feston et l’ourlet;

Agile et noble, avec sa jambe de statue.
Moi, je buvais, crispé comme un extravagant,
Dans son oeil, ciel livide où germe l’ouragan,
La douceur qui fascine et le plaisir qui tue.

Un éclair… puis la nuit! – Fugitive beauté
Dont le regard m’a fait soudainement renaître,
Ne te verrai-je plus que dans l’éternité?

Ailleurs, bien loin d’ici! trop tard! jamais
[peut-être!
Car j’ignore où tu fuis, tu ne sais où je vais,
O toi que j’eusse aimée, ô toi qui le savais!

XCIII
A uma passante

A rua em torno era um frenético alarido.
Toda de luto, alta e sutil, dor majestosa,
Uma mulher passou, com sua mão suntuosa
Erguendo e sacudindo a barra do vestido.

Pernas de estátua, era-lhe a imagem nobre e
[fina.
Qual bizarro basbaque, afoito eu lhe bebia
No olhar, céu lívido onde aflora a ventania,
A doçura que envolve e o prazer que assassina.

Que luz… e a noite após! – Efêmera beldade
Cujos olhos me fazem nascer outra vez,
Não mais hei de te ver senão na eternidade?

Longe daqui! tarde demais! “nunca” talvez!
Pois de ti já me fui, de mim tu já fugiste,
Tu que eu teria amado, ó tu que bem o viste!

BAUDELAIRE, Charles. As flores do mal. Tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira. Edição biligue. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.

Uma nova coluna: Flanar

Publicado: 24/02/2012 em Coluna, Flanar
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” O flâneur é uma figura muito curiosa e fascinante, que dedica seu tempo a vagar pelas ruas, no intento de observar o que acontece ao seu redor, de captar algo de mais perene
no cenário urbano. Este passante se locomove a pé – e sem pressa, como requer qualquer “trabalho” de análise da vida cotidiana que se preze. Tal personagematende pelo nome de flâneur e surgiu há muitos anos atrás.(O Novo Flâneur- FERNANDA PASSOS, MARIANA GOUVÊA, RAPHAEL TOSTI E RODRIGO POLITO).

Ainda segundo Passos e colaboradores: ” Mas quem é o flâneur?
É um observador que caminha tranqüilamente pelas ruas, apreendendo cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem, que busca uma nova percepção da cidade. E para situar a curiosa figura do flâneur no tempo, é preciso entendê-lo,antes de tudo, como uma figura nascida na modernidade.Ele apareceu como o contraponto do burguês, que dedicava grande parte do seu tempo ao mundo dos negócios. A flânerie conseguiu solidificar-se como a experiência própria daquele que gostava de perambular pelas ruas pelo simples prazer de observar ao seu redor; que não devia satisfações ao tempo e tinha a rua como matéria prima e fonte de inspiração.

Mas não se pode tentar definir o flâneur sem mencionar o universo da obra do poeta francês Charles Baudelaire, na qual este errante e misterioso ser teve sua gênese determinada. Nesta, é marcante o aspecto que trata das relações entre os fenômenos urbanos das multidões e a experiência vivida e transmitida pelo escritor através de sua forte expressão poética.”

Esta é a ideia desta nova coluna – flanar pela nossa cidade – e depois trazer nossas observações par esta Blog . Aguarde

Só para homenagear e lembrar de falar deste grande autor num próximo post

Os trechos deste post são retirados da tese: “IDENTIDADE E RESISTÊNCIA NO URBANO: O QUARTEIRÃO DO SOUL EM BELO HORIZONTE” de Rita Aparecida da Conceição Ribeiro, apresentada Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação do Departamento de Geografia daUniversidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor em Geografia.(2008) . Acesso em 20/01/2012.

Um pedacinho da história musical de BH e do Geraldão, que o Vitrola traz , especialmente para a turma aqui de BH. Vale a pena ler a tese – o link está acima. Lembre só:

” Assim como no Rio de Janeiro, o movimento soul começa em Belo Horizonte a partir da influência do rádio, no caso da rádio Cultura AM. E, assim como o Big Boy foi o radialista que trouxe a linguagem jovem para o rádio no Rio, em Belo Horizonte,essa transição foi encabeçada pelo radialista Geraldo Ferreira de Souza, o Geraldão.”

“O formato das rádios, assim como das primeiras emissoras de TV em Belo Horizonte seguiam o modelo mais formal. A mudança do cenário acontece com a entrada da programação segmentada, A cultura e o acesso às discussões ligadas à música, ao teatro, à filosofia,foram determinantes na influência da programação musical que se institui na CulturaAM, bem como a constituição de um novo mercado consumidor – os jovens. Muito distantes da elite que freqüentava os clubes da zona sul, os primeiros bailes soul acontecem primeiro, timidamente nas casas da periferia de Belo Horizonte, embalados pelos Ritmos da Noite , da Cultura AM:

“A influência da Cultura AM no conhecimento da soul music é ratificada por Raimundo Luzia Ventura, o DJ Tatu, responsável pela mais famosa equipe de som
da época, a Som James, que explica a sua influência:
A equipe Som James, se chamava assim porque a gente gostava do James Brown. Na época tinha a Rádio Cultura, era ali no Dom Cabral. Então tinha o Geraldão locutor, a gente conseguia alguns discos com ele, era vinil, agente gostava muito, gostávamos de soul e rock. Conhecemos através daRádio Cultura, que foi uma influência para a geração toda da época. (DJTatu, 20 nov. 2007).

Dos arredores da cidade, os bailes encontraram no Centro de Belo Horizonte o local ideal para o encontro dos blacks, que vinham dos pontos mais distantes dacidade. O centro era ideal, pois não havia necessidade de mais de uma condução e todos os ônibus circulavam por lá. O mais conhecido, considerado por todos osenvolvidos no movimento como o principal baile era o Máscara Negra, localizado no primeiro andar de um prédio na Rua Curitiba, 482. Sua origem foi um baile de carnaval. Depois de Doraci, o baile passou a ser administrado pela equipe que passou a se chamar Som James. O nome advém do gosto do dono Tatu, pela música de
James Brown.

“Outro baile que concorria em freqüência com o Máscara Negra era o da União Síria, que se localizava na Av. Augusto de Lima, 1269, no Barro Preto, próximo ao Centro, nos mesmos moldes. Durante a semana, os freqüentadores dos bailes black se reuniam em dois pontos de encontro na cidade: a Galeria Ouvidor, na segundafeirapara conversar e na Feira Hippie, às quintas-feiras, localizada na época naPraça da Liberdade, para dançar.”

“Diversos bailes aconteciam no entorno do centro, principalmente nos bairros Carlos Prates (Tremedal, Asteka, Orion, Esparta), no bairro Renascença, em diversos outros bairros. O advento dos bailes possibilitou a criação também de diversas equipes de som e de grupos de dança. Entre eles Mister Sam Jazz, África Soul, Sonimegion, Ali Babáticos, Stéreo Gladson, Soul Grand Funk, Stéreo Record Som, BlackMinas, Renegados do Funk, Jazz Summer, Woodstock, Brother Soul eBH Soul. No entanto, a força maior dos bailes, que são citados por todos os entrevistados, residia nos bailes do Máscara Negra e da União Síria, ambos na área central da cidade. Por serem tão freqüentados, eram também freqüentemente alvo de batidas da polícia.”

“A repressão policial era uma constante nos bailes, sempre exigindo dos freqüentadores documentos comprobatórios da condição de trabalhador, não apenas carteira de identidade. A maioria dos blacks não possuía carteira de trabalho assinada, pois grande parte trabalhava no mercado informal como camelôs,pedreiros, etc. E isso acarretava um grande número de detenções.”

O Estádio do Atlético nos anos 1970

“A repressão policial e a discriminação, até então sentida somente pelos freqüentadores dos bailes ficou registrada no evento Black Christmas, promovido por Geraldão e a Rádio Cultura, no campo do Atlético, em Lourdes, que se viram intimidados, mesmo contando com patrocínios de peso, como a Coca-Cola. O declínio dos bailes black no Centro de Belo Horizonte pode ser creditado, principalmente, à repressão policial.

A BOB TOSTES Discos e Fitas que ficava na avenida Cristóvão Colombo, 273, Savassi, do lado do Cine Pathé (em frente da atual Livraria Status) . Lá ela funcionou entre 1977 e 1996. Além  de um bom catálogo, a loja tinha uma atração especial – Bob Tostes. Bob foi e é um músico muito importante na cena musical mineira. Foi um dos líderes, em 1969, do movimento Musicanossa, que junto com Roberto Menescau promovia o intercâmbio entre músicos de BH e do Rio. Nos anos 1970 foi diretor do Festival Estudantil da Canção (FEC) : festival que lançou músicas como “Equatorial” de Beto Guedes,Márcio e Lô Borges, “Clube da Esquina” de Milton, Lô e Márcio Borges, “Canto de Desalento” de Tonino Horta,e outras.

Depois Bob fundou uma casa noturna gostosa, chamada Baubles, na Savassi. A Baubles virou uma das casas mais importantes da cidade.O  Baubles recebeu grandes músicos mineiros como Thales Martins da Costa, Arlindo Polizzi Fo., Élson Coutinho, José Namen, Flávio Fontenelle, Melão, Talita Babl, Juarez Moreira, Paulo Nehmy, André Decquesh,  Marilton Borges, e  Yuri Popoff,  sem mencionar as  “jams” com artistas que chegavam à cidade como Menescal, Ivan Lins, Antonio Adolfo, Vitor Assis Brasil, João Donato, Tito Madi, Lucinha Lins, Luiza Fonseca, etc.Bob Tostes também foi produtor da rádio Inconfidência FM na inauguração da programação Brasileiríssima,criada por Claudinê Albertini em 1979. Em 1996, retornou à emissora para a produção de programas diários sobre cinema e MPB, até se transferir para a rádio Guarani FM, em 1999, para participar da reformulação da programação e da produção de especiais.

Voltaremos a falar de Bob em breve:

Para matar a saudade o selo da Bob Tostes Discos e Fitas:

(Retirado de uma foto no site da Fernanda Takai)

A revista inglesa Autosport publicou uma matéria interessanre, que foi traduzida pelo blog brasiçeiro Tazio. Será que a F1 precisa de segundos pilotos ?

“O GP da Áustria de 2002 mudou tudo. Quando Rubens Barrichello tirou o pé ao sair da última curva – depois de ter liderado de ponta a ponta -, para dar a vitória a seu companheiro de Ferrari, Michael Schumacher, as ordens de equipe nunca mais seriam as mesmas na F1.

A troca de posições escandalosa da Ferrari, naquela prova em que todos os espectadores esperavam testemunhar uma grande vitória do brasileiro, serviu apenas para dar a Schumacher sua quinta vitória em seis etapas e para provocar a fúria mundial.

Schumacher e todos no time italiano ficaram chocados com os protestos que se seguiram. A situação levou até a FIA a criar uma inviável regra a qual proibia ordens de equipe, extinta no fim de 2010, depois de falhar na primeira ocasião em que foi colocada a uma prova real. No fim das contas, o jogo de equipe é tão velho quanto as colinas onde o automobilismo surgiu. Porém, o desejo de Barrichello em entregar a vitória no último momento possível manchou para sempre o conceito de segundo piloto.

Voltando mais ou menos meio século atrás, as atitudes eram muito diferentes. Jose-Froilan Gonzalez foi o responsável pela primeira vitória da Ferrari em um GP oficial da F1, em Silverstone, 1951, mas o primeiro piloto da equipe, Alberto Ascari, que havia abandonado com problemas de câmbio, teve a chance oferecida pela própria Ferrari de entrar para correr no lugar do argentino. Ele recusou, porém não seria surpresa se ele aceitasse tomar o lugar do companheiro para marcar mais pontos.

Um ano antes, houve suspeitas de que a Alfa Romeo, tentada a voltar às competições com a criação de um campeonato mundial de automobilismo, favoreceu Giuseppe Farina em detrimento de Juan Manuel Fangio na decisão do título, em Monza. Um piloto italiano tornando-se o primeiro campeão em um carro italiano seria um panorama comercialmente sedutor, até porque o veterano Farina começou o ano com o status de favorito.

Depois, foi Peter Collins quem teve de entregar sua Ferrari ao companheiro Fangio na definição do campeonato de 1956, no GP da Itália, mesmo tendo remotas chances de título. A decisão se mostrou perfeitamente racional no fim das contas, já que possibilitou ao argentino bater o competidor número 1 da Maserati, Stirling Moss, algo que Collins provavelmente não conseguiria.

Há dezenas de outros exemplos dessa natureza, desde os períodos pré-guerra até as seis décadas que separam a glória de Farina e os dias atuais. Contudo, nos últimos dez anos, a opção de uma equipe pela política de ter um primeiro e um segundo piloto virou motivo de vergonha.

Sem dúvidas, o fundo do poço veio em Hockenheim 2010, quando a Ferrari ordenou que Felipe Massa deixasse Fernando Alonso passar para privilegiar as chances de título do espanhol, o que, analisando o contexto do que aconteceu dali até o fim da temporada, se mostrou uma decisão perfeitamente compreensível. Mais do que o fato de que Massa teve que abdicar de sua primeira chance real de vitória um ano depois de quase perder a vida na Hungria, o que mais embaraçou a situação foi que o regulamento forçou a dupla da Ferrari a negar o que aconteceu. Isso insultou a inteligência dos fãs e foi severamente prejudicial à imagem do esporte, bem mais do que a ordem de equipe em si.

Mesmo no ano passado, houve diversas teorias conspiratórias que apontavam para um suposto favorecimento da Red Bull a Sebastian Vettel, já que parece ser impossível encontrar uma explicação decente para a disparidade de desempenho entre ele e Mark Webber. É claro que isso também é, em partes, resquício do que aconteceu em 2010, ano em que o australiano teve todas as chances de ser campeão e provavelmente teria sido, não tivesse batido na Coreia.

Portanto, como fica a espinhosa questão das ordens de equipe para 2012? O ponto nevrálgico é que elas podem ser questionáveis, mas estão completamente dentro das regras.

E sobre a questão de elas serem realmente necessárias? Muitas vezes, esse é um ponto que incita debates. Várias escuderias vão autorizar tratamento e equipamento igual a seus dois pilotos, com a definição de um número 1 baseada puramente na performance. Este é particularmente o caso daquelas que são postulantes ao título, dada a relativa disparidade entre seus pilotos. Na Ferrari, Alonso é claramente o piloto que pode entregar uma taça de campeão, não Massa, enquanto Vettel se mostrou o cara para se apostar na última temporada da Red Bull. Na McLaren, os dois representantes são capazes de lutar por um campeonato, fazendo com que o time de Woking seja o único com genuína equidade entre “dois primeiros pilotos”.

Essa pode ser uma estratégia arriscada, conforme a Williams descobriu em 1986, quando Nigel Mansell e Nelson Piquet lutaram pelo título com o melhor carro, mas viram Alain Prost ficar com as láureas, à medida em que um tirava pontos preciosos do outro. Mas se você voltar a exemplos do último quarto do século passado, descobrirá que o mais raro é não ocorrer uma “seleção natural” de um primeiro piloto em um time de ponta. Veja o caso da McLaren em 2008 e 2009, quando Heikki Kovalainen foi relegado à condição de coadjuvante, mesmo tendo igualdade de condições. Quando houve ocasiões em que a equipe inglesa não possuía mais de uma versão de suas atualizações aerodinâmicas, era sempre perfeitamente lógico que elas fossem dadas a Lewis Hamilton.

E sobre os casos em que havia uma clara preferência por um piloto? Os exemplos mais evidentes nos últimos anos foram Ferrari e Renault. A equipe italiana tem o histórico mais extremo na era Schumacher, mas é difícil argumentar muito vigorosamente contra essa política, visto que o alemão era, indubitavelmente, o líder durante aqueles anos. Eddie Irvine certamente concordaria e embora Barrichello tenha tido seus bons momentos, ele também não era igual a Schumacher.

Talvez uma situação mais interessante seja a Renault de Flavio Briatore, em 2004. Alonso era ordenadamente o primeiro piloto e, no geral, ele certamente era o competidor mais forte. Mas Jarno Turlli já provou ser capaz de apresentar uma velocidade devastadora se as condições lhe forem favoráveis e o carro de 2004 da equipe francesa casava exatamente com seu estilo. Ele venceu em Mônaco e, depois de sete corridas, tinha 36 pontos contra 25 de Alonso. Logo depois, Trulli rompeu com Briatore e foi demitido do time pouco antes do fim da temporada, consequência de sua performance ter sido tão boa.

“Eu não quero falar muito sobre essa situação, porque quero me manter distante de politicagens”, afirmou o italiano. “Eu não sou do tipo de pessoa que gosta falar mal de quem não está mais aqui e não sou do tipo de pessoa que se sente mal tratada”, pontuou.

“Tudo o que eu posso dizer é que não tive sorte o suficiente naquela época, ou talvez tivesse que fazer as coisas de um jeito diferente. Sou uma pessoa franca, séria e sempre falo abertamente com quem está nas posições mais altas [na hierarquia de um time]. Isso não funcionou para mim e por isso não tive a chance de ficar”, relatou.

Dá para culpar Briatore? Se Trulli sempre foi um piloto capaz de atingir a excelência quando tudo está perfeito, Alonso é excelente, ponto. Caso Trulli tivesse ficado para 2005 e se adaptado bem à nova Renault, o que, dadas as poucas mudanças no conceito do carro, não é uma conclusão precipitada, quem sabe os pontos que um tiraria do outro não deixassem o título nas mãos de Kimi Raikkonen? Enquanto as atenções são muito mais voltadas para os pilotos e não para as escuderias na percepção do esporte, se você é um chefe de equipe, seu trabalho é entregar títulos. Trulli pode ter razão em se sentir mal pelo que aconteceu, mas a atitude da Renault se justificou.

Você pode achar agora que, a partir dessa visão, o que aconteceu em Cingapura 2008, quando Nelsinho Piquet bateu propositalmente para beneficiar Alonso, é aceitável. Isso nada mais é do que levar o argumento a um absurdo extremo e ninguém defenderia que o que aconteceu ali nada mais foi do que lamentável.

No ciclismo, ninguém questiona o conceito de jogo de equipe. Cada um sabe sua função e cruel foi o que aconteceu na Áustria em 2002 para Barrichello, que sabia onde estava entrando quando assinou seu contrato. A forma como a troca de posições foi executada insultou o público, que teria aceito a inversão de forma muito mais pacífica se ela tivesse ocorrido de uma maneira ortodoxa, no decorrer da corrida. Novamente, a honestidade é a chave para isso, mais do que a ofensividade do ato em si.

Por isso, há uma clara justificativa pela liberação de ordens de equipe, mesmo que as pessoas reajam tão selvagemente a elas. Tome por base o GP da Inglaterra de 2011, onde Webber foi alertado a se manter atrás de Vettel nas últimas voltas. Adrian Newey explicou depois da corrida que isso se deu porque a estratégia de Vettel havia sido comprometida no meio da prova para ajudar Webber e que era praticamente loucura deixar seus dois pilotos de disputarem posição no final de uma corrida. Mesmo que Vettel seja o preferido da equipe, você dificilmente pode acusá-la, visto que o alemão já é reconhecido por muitos como um dos grandes da história.

Partindo para 2012, as hierarquias em duas das equipes de ponta são claras: Alonso é o cara da Ferrari e, embora não possamos descartar um renascimento de Webber, parece que Vettel é, com méritos, o primeiro piloto estabelecido da Red Bull. O benefício de uma política previamente delineada fica claro quando olhamos para a McLaren, onde há maior potencial para faíscas, já que tanto Button quanto Hamiton podem estar na lista base dos que lutarão pelo título. Será empolgante para os espectadores, mas pode dar a Martin Whitmarsh algumas dores de cabeça.

Em último caso, os times sempre vão dar maior suporte ao seu melhor piloto. Ken Tyrrell colocou a questão da melhor maneira possível quando disse: “meu primeiro piloto é o meu piloto mais rápido.

 

Estamos de acordo !

Texto Integral em Tazio Autosport.com

A comparação foi feita pela The Economist – Veja que interessante:

Which countries match the GDP and population of Brazil’s states?

THE notion that Brazil is in the vanguard of a group of emerging countries on their way to economic superpower-dom is so widely accepted as to have become trite. But how far along this road is Brazil? One way to get a quick answer is to compare Brazilian states with countries. The map below presents country equivalents for every state in terms of GDP, GDP per person and population. It throws up some curiosities: who knew that Alagoas, a state in the north-east that is currently more famous for its murder rate than for its magnificent beaches, has the same GDP per person as China? It also suggests that even the comparatively rich states in the south and south-east have some way to go before they can be compared with wealthy places in the northern hemisphere. The gauchos of Rio Grande do Sul will not necessarily be delighted to learn that GDP per person in their state is close to that of Gabon.

Quais são os países que coincidem em PIB e população com estados do Brasil?

A noção de que o Brasil está na vanguarda de um grupo de países emergentes a caminho de superpotência econômica é tão amplamente aceito que se tornou banal. Mas até onde nessa estrada já caminhou o Brasil? Uma maneira de obter uma resposta rápida é comparar os estados brasileiros com os países. O mapa abaixo apresenta equivalentes-país para todos os estados em termos de PIB, PIB per capita e população. Ele levanta algumas curiosidades: quem sabia que Alagoas, um estado no nordeste que é atualmente mais famoso por sua taxa de homicídios do que por suas praias magníficas, tem o mesmo PIB por pessoa que a China? Ele também sugere que mesmo os estados relativamente ricos no sul e sudeste têm algum caminho a percorrer antes que eles possam ser comparados com os lugares ricos no hemisfério norte. Os gaúchos do Rio Grande do Sul não terão o prazer de saber que o PIB por pessoa em seu estado é próximo ao de Gabão.


Clique no mapa para acessar o artigo e o mapa original

Já na década de 1980, com o declínio da Pop Rock, a nossa loja preferida passou a ser a HIFI, no recém inaugurado BH Shopping. A HI-FI ficava no 2º andar do Shopping, nível Nova Lima e era muito mais avançada tecnologicamente que a Pop Rock. A loja era grande, com um catálogo de discos muito maior, um grande número de vendedores. Na  verdade era filial da loja paulista, que tinha mais de 40 anos de tradição.

A gerência local era exercida pelo Menta, que entendia bastante de música e estava sempre pronto a ajudar com os novos lançamentos. Ir á HIFi era sempre um programa de luxo para os apaixonados por música. Abaixo uma foto do Menta:

E quem se lembra dos cupons de bonus. Dez destes cupons abaixo valiam um disco de brinde. Confesso que juntei algumas centenas deles e pude curtir algumas dezenas de discos bonus, o que dava sempre um prazerzinho a mais.

A HIFI encerrou definitivamente suas atividades no Brasil em 2002, quando seu fundador Hélcio Serrano, decidiu jogar a toalha e encerrar suas atividades. Para encerrar uma imagem da embalagem da HIFI, naqual havia local para se marcar o motivo do presente.

Aguarde os próximos capítulos. Estamos procurando material sobre outras Lojas antigas aqui de BH: A Loja du Pê (Na Galeria do Ouvidor), As Lojas Gomes (Na Rua Tupis), O Museu do Disco (No BH Shopping), A Prodel (Na Savassi) e outras. Quem tiver algum material mande pra gente por favor…

Grande 2012 !

Sabe o que eu acho mais engraçado ? É todo mundo achar que o Barcelona é do outro mundo. Nós que somos um pouquinho mais velhos, já vimos alguns times de outra galáxia jogando e todos eles usavam a mesma fórmula que hoje deixa todo mundo abismado:

> a maior parte dos jogadores formada na base
> muito toque de bola – e de primeira – e que antes era até treinado, né? Os famosos treinos de 2 toques
> a prioridade para a posse de bola
> aquela velha lição (acho que do Gentil Cardoso) , “a bola é (era) de couro, o couro vem da vaca, a vaca come capim, então lugar de bola é no chão. Xô chuveirinho, bolas cruzadas sobre a área. No meu tempo isto era coisa de”europeu cintura dura”
> Soma-se um a dois craques no elenco e teremos :UM TIME BRASILEIRO DAS DÉCADAS de 1960-1970 ou alguns poucos outros ao redor do mundo.

Só para lembrar:

> Santos bi-campeão Mundial e década de 60 (c/Pelé e Cia)
> Botafogo (década de 60, com Garrincha,Didi e Cia)
> Palmeiras (década de 70 com Ademir da Guia e o resto da Cia)
> Cruzeiro (década de 60 com Tostão,Dirceu Lopes e Cia)
> Internacional (década de 70 com Falcão,Carpeggiani e Cia)
> Ajax (1974) com Cruyff e Cia

Eram todas equipes do outro mundo,”feitas em casa” e que não ficam nada a dever ao atual Barcelona.

Chega de técnicos medíocres, que imitam o pior do futebol mundial – Muricy (Argh) e Mano Menezes (Eca) inclusive. Por favor devovam-nos o nosso futebol.

Aproveito para reproduzir um comentário do conterrâneo RicardoGuimarães feito a respeito da postagem do disco de João Boamorte no nosso outro blog MK2S Music:

João Boa Morte

“A primeira vez que ouvi o João Boamorte tocar foi no teatro Francisco Nunes, em Belo Horizonte, no Parque Municipal, nos idos de 78/79, abrindo show do saudoso instrumentista Marco Antônio Araújo, de quem eu ainda guardo um vinil (Influências) e alguns trabalhos em mp3 (Quando a Sorte Te Solta Um Cisne Na Noite, Entre Um Silêncio E Outro, Lucas).

Marco Antônio Araújo

Na oportunidade, Marco Antônio apresentou o show Beatles & Stones. João Boamorte já era respeitado na capital mineira. Vi o Marco ao lado de outro talentoso músico mineiro da família Viana, na cidade de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata, Marcus Viana (ex-Saecula Saeculorum), que viria a fundar o neoprogressivo Sagrado Coração da Terra. Os dois tocavam na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, que se apresentava em praça pública aos finais de semana, e num projeto da Fiat Automóveis, tendo como cenário a Praça da Liberdade.

Saecula Saeculorum em ação

A Feira de Arte e Artesanato ainda funcionava naquele local. Marco Antônio produziu alguns trabalhos sob encomenda para a iniciativa privada, enquanto Marcus Viana partiu para carreira solo e depois montou um septeto batizado de Transfonica Orkestra. Os fãs de Marco Antônio Araújo insistiam na semelhança de sua música com os trabalhos do grupo inglês Jethro Tull.

Em 86, Marco foi eleito pela revista Veja como o instrumentista do ano, dividindo espaço com os multi-instrumentistas Egberto Gismonti e Hermeto Paschoal. João Boamorte e Marco Antônio Araújo tiveram morte precoce, no auge de suas carreiras. O Grupo Mantra que acompanhava Marco Antônio nutria simpatia pelo holismo e pelo zen-budismo. Foi dissolvido com a morte de Marco Antônio e seus músicos passaram a tocar individualmente em bailes, festivais e shows de outros grupos locais. A última baixa foi o baterista Mário Castelo.”

Vamos curtir um pouquinho de Marco Antônio Araújo: